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domingo, 30 de novembro de 2008

Doce infância

É curioso como algumas coisas, à partida insignificantes, nos levam tão longe. Neste caso, à infância...
Ainda a propósito dos rebuçados de amendoim, estava ontem enroscada no sofá, fingindo ver TV, quando na verdade passeava pelos expositores das guloseimas da mercearia onde costumava ir com a minha mãe, em miúda.
Fui interrompida deste passeio pela voz dela, no meio de um sorriso de troça:
- Então? Cansada? (talvez noutro post...)
- Apenas uma pausa - respondi, não me dando por vencida.
Levantou-me as pernas e sentou-se no lugar delas, colocando-as por cima das suas.
Partilhei com ela um rebuçado e divaguei do quão longe me levara.
E os Noivos? E os Floco de Neve?
Rapidamente avançámos para as guloseimas das nossas infâncias. Revirei os olhos quando me lembrou do Coma com Pão! Ai que bom!
Lembro-me de acompanhar o meu pai ao café e pedir um furinho.
Era emocionante escolher o local a furar, sem saber qual o chocolate que ganharia.
Mas fosse qual fosse, era com uma alegria enorme que saboreava essa guloseima.

9 comentários:

  1. ai os flocos de neve !!!! tão bonssss! ainda os compro qd os descubro ! sou uma gulosa !!

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  2. Olá

    O que tu me foste lembrar.. os furinhos..... só me lembro de ganhar rebuçados.. mas também não me lembro de experimentar muitas vezes.

    Mas falando de guloseimas, e agora que estamos no natal, lembro-me que o menino jesus todos os anos me trazia uma sombrinha de chocolate.

    Belos tempos
    Beijinho
    Jorge

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  3. Xiii, os furinhos...há "canos" que isso foi... foi no tempo em que eu chegava á preparatória com as mãos todas cheias de óleo negro das partidas de matrecos antes do bus... e depois não podia comer os chocolates até lavar as mãos quando chegasse à escola. E depois gastar o resto do dinheiro nos furinhos na pastelaria ao pé da escola enquanto esperava pelo bus de regresso a casa, mas aí já não havia matrecos para entreter, era mesmo futebol, com caneladas e tropeções, esfoladelas e joelhos negros ( não para mim, que era eximia jogadora,assim género Cristiano, mas sem os milhões... lol). Vou voltar para o poço, entretanto Feliz Natal, se não nos encontramos.
    bjk

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  4. Sopa de letras: também já comprei, mas já não são o que eram...
    Jorge: :D o meu pai levava-me ao café todos os dias. Aqueles cartões dos furinhos já não tinham segredos para mim. Era muito miúda, não me recordo de todos os chocolates. Lembro-me daqueles fininhos de fruta da Regina, dos triangulos (tudo chocolates que não me recordo os nomes mas que facilmente identificava pelos papelinhos). E as sombrinhas... lembro-me de serem penduradas na árvore de Natal, mas não sei porquê, não chegavam aos Reis :)
    Blue eyes: Eia os matrecos! Há "canos" que não faço uma partidinha (acho que desde que eu e o resto da rapaziada lá da rua, fanámos (cof cof) uma mesinha de matrecos em local que não vou óbviamente divulgar. Foi há muuuitos, muitos anos, mas enfim...
    Vê lá se arranjas esses milhões como os do peneirento-mor e distribui plos pobrezinhos, faxavor... :D

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  5. Os furinhos e o "ComaComPão"... o que tu me fizeste recordar!
    Bons tempos.

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  6. fonix... É impressão minha, ou estamos a ficar velhos? Gastos... ou usados, sei lá!
    Só sei que os putos de agora não têm metade do gozo que nós tinhamos (suspiro...)
    Desde que não andem a ganfar os matrecos nos cafés, claro :D

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  7. faustomatos78@gmail.com3 de dezembro de 2008 às 23:56

    E o anúncio de " e o Pai Natal vai ao Circo com a..."já não me lembro,que raio de chocolate era?nã me lembro.Sei que havia muito brilho na imagem se calhar eram as bolas de Natal a brilhar...A infância é a parte da nossa vida, onde somos directos,puros,sensíveis,inocentes é a parte ou etapa da nossa vida onde explorámos o mundo,onde tudo é novidade,onde cada objecto,cada palavra é um saber,onde questionamos tudo,e queremos saber tudo,é a etapa da nossa vida onde somos nós mesmos,inocentes e puros.Na infância, somos um espelho que reflecte tudo o que nos rodeia,simplesmente somos,existimos sem preocupações,sem antecipações,sem juízos de valor.Afinal de contas ainda somos uma criança(crescida),só que aprendeu a racicionar,fazer julgamentos,tomar decisões,a criticar,etc.E já agora não crescemos, porque a infância esteve,está e estará sempre dentro de nós...

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  8. O coelhinho foi com o pai natal e o palhaço no comboio ao circo...
    Algo deste género.

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