Há mensagens destas que nos fazem clik no cérebro, e como tal de imediato soltei uma risada e disse:
-" Qualquer dia temos de ter licença de uso e porte de isqueiro!"
E nisto lembrei-me de que em tempos idos (ainda antes de eu nascer!) isto acontecia na realidade.
Existia uma Licença Anual para uso de Acendedores e Isqueiros!
Lembro-me de ver o do meu pai lá por casa e agora com esta recordação resolvi fazer um pouco de pesquisa.
Em Novembro de 1937, saiu um Decreto-lei, no qual se estabelecia q

Esta licença era passada pelas Repartições de Finanças em nome da pessoa possuidora do dito isqueiro, sendo a licença pessoal e intransmissível, o que significa que mais ninguém poderia utilizar esse isqueiro.
Sempre que um fiscal ou polícia pedisse por esta licença, e o infractor não a possuísse, pagava uma multa e o seu precioso isqueiro era confiscado.
Os "delinquentes" que acendessem o isqueiro sem possuir a licença, poderia ser denunciados às autoridades, sendo que receberiam metade do valor da multa (cerca de 250$00, o dobro caso se tratasse de Funcionário público).
Este Decreto-lei foi depois abolido em Maio de 1970.
E tudo isto porquê? Para proteger a Fosforeira Nacional, que tinha o monopólio do fabrico de fósforos, e cuja pertença era de uma família amiga de Salazar.
Ai amiga, por causa de amigos e compadres ainda hoje, saem as leis mais estranhas que se podem conhecer. Há uns anos eram obrigatórias umas palas, gurda-lamas, nas rodas traseiras dos automóveis, por compadrio, já para não referir os autocolantes 80, ou os ovos estrelados (autocolantes amarelos, com 80) quando se tirava a carta.... hoje estas coisas são mais escondidas, mas bem investigadas, iriamos ver muitas leis abolidas.
ResponderEliminareheh
ResponderEliminarjá para não falar nos reflectores nas rodas das biclas e das motas :D
Que coisas, não?