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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cartas de amor

Quem nunca escreveu uma que atire a primeira pedra!

Se me tivessem perguntado quando escrevi a última carta de amor, não saberia responder. Hoje, aqui sentada, apercebo-me de que nunca deixei de as escrever e que não escrevi ainda a última.

Escrevo-as aqui, dissimuladas ou não.

Escrevo-as em cada gesto trocado com a pessoa amada, e aqui vocês sabem que não me refiro apenas a um tipo de amor.

Escrevo-as no meu pensamento, muitas vezes sem destinatário… ou com destinatário.

Mas sobretudo aquelas cujas palavras gotejam do aparo para o papel. Dessas de outros tempos, com juras de amor, coisas que sabemos que são escritas apenas por ser. Há alturas que gostamos de as ler, mesmo sabendo que nada significam.

Ontem encontrei um grande envelope, daqueles onde cabe este mundo e o outro. E lá dentro, cartas, notas, postais, fotos, pequenos nadas que na altura certa significaram algo grande.

Perdi um tempinho a ler algumas das cartas e entre o rápido sufocar de uma pseudo-lágrima e a gargalhada total, percorri 15 anos de uma relação com altos e baixos, como toda e qualquer relação saudável.

Claro que não vou agora aqui mostrar ou transcrever juras ou pormenores mais nossos, mas fiquei bastante satisfeita por constatar que não mudei nadinha…

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5 comentários:

  1. É verdade... a felicidade depende de sabermos fazer da vida uma carta de amor.. :-)

    Belo post

    Jorge

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  2. Fizeste-me sonhar um cadito com este post.. Bigado!

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  3. o amor e para sempre ate um serto moneto que vai embora mai votal sempre para a gete

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