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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Dúvidas que me minam o cérebro...

- Porque me enviaria alguém, por chat, uma imagem de um mail de 13 de Fevereiro de 2006, com uma anedota rasca, em que aparece o nome de todas as 4 pessoas que a receberam?
- Sendo que a partir desses nomes lhes vejo os endereços de correio electrónico, facilmente os descubro online...
- Todos têm páginas no Facebook, mas não são amigos entre si.
- Quem enviou esta mensagem a 13 de Fevereiro a estas 4 pessoas, participa num grupo online que me arrepiou...
- Não lhe encontro uma única foto recente, e de certeza que olhar para as da década de 70 não me valerão de grande ajuda...
- A última pessoa a receber (a menos que quem ma enviou, também a tenha recebido por chat), tem um perfil online, sim... Mas vazio!
- E fui parar às profundezas do meu passado no Alentejo... Ver as fotos dele trouxe-me recordações de tempos... diferentes.

Se calhar nada disto tem qualquer tipo de ligação, e se assim for, tal como desconfio, estou de facto louca. Ou no bom caminho para ser louca. Uma boa louca, de resto...

Portanto...
WHO THE FUCK IS OUT THERE???

terça-feira, 13 de maio de 2014

Teoria(s) da conspiração

Dou comigo a traçar linhas imaginárias, que se estendem do meu cérebro ao infinito, e de lá para cá, delineando os mais variadíssimos cenários da alta trama em que acho que fui envolvida.
Sim. Mais parece uma qualquer espécie de conspiração. Mas... pelo menos serve de alerta. Agora está tudo bem. Ou quase...
A "cura" avizinha-se, não sem deixar mazelas. Como as adivinho, credo!
"Não mata mas mói", bem diz o Povo.
É bem verdade...
Mas gostava de saber. De chegar ao ponto central desta trama toda.
Pergunta principal: Quem?

Vou traçando mais umas linhas. Afinal de contas, tenho todo o tempo que este corpo me dá.

sábado, 9 de março de 2013

Memórias…

É bom saber que o cérebro, nos momentos necessários, não nos falha.

mem laneO desfile de memórias que ontem se pavonearam pela minha cabeça, fizeram-me pegar nos velhos álbuns de fotos e, uma após uma, as amareladas folhas foram mostrando estórias e personagens, já tão cobertas de pó, que quase não lhes distinguia rostos.

Quero voltar ali….

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pergunto-me se isto não acontecerá com frequência…

Hoje preguicei. Até bem tarde, no quente da cama, boas companhias e a tv ligada.
Foi pela mão do acaso, que o zapping me parou num canal, onde estava prestes a começar um filme. Pensava apenas ver do que se tratava. Mas fiquei. Vi até ao final.
Gostei e fez-me pensar…

Será que não existe mesmo um universo paralelo, onde as coisas mais estranhas, os contactos mais inesperados, acontecem?
Onde as palavras e olhares trocados fazem sentido a partir de muito pouco. Onde tudo se encaixa de forma assustadoramente real. Onde contactos improváveis e surreais podem ocorrer, aos olhos de ninguém senão dos nossos. Onde não nos chamem de loucos...

Alex: [voice over] How's your sunset?
Kate: It's perfect.
Alex: I only wish you were here to share it with me.

De uma forma ou de outra, alterando um ou outro meio, tanto do filme para mim foi... déjà vu.

Podem consultar aqui.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Eu não penso na vida: é ela quem pensa em mim!

Tenho muito que fazer, mas quanto mais tenho para fazer, menos me apetece. Sorte, sorte, é que raramente ligo o cabo da Internet ao portátil, preferindo sentar-me no sofá da sala, o mais confortável possível, e deixar a minha imaginação correr, para criar ligações de UFCD’s alheias à minha UFCD.

Este intervalo que estou a fazer (leia-se: Este post será guardado numa pasta local como rascunho, para ser publicado sabe-se lá quando… Quando decidir ligar aqui o maldito cabo!) prende-se com o exercício que hoje distribuí, que me deixou a pensar na vida.

O exercício em questão (alheio à minha unidade…), chama-se qualquer coisa do tipo Estrada da Vida. Na respectiva UFCD era proposto aos participantes que desenhassem numa folha de papel uma estrada que representasse o seu percurso de vida, tendo como únicas “regras” as seguintes directrizes (bolas! esta coisa já traz o (des)acordo ortográfico!!):

  • Estrada desenhada a direito – Algo de positivo
  • Estrada com curvas – dificuldades (quanto maior a dificuldade, mais apertada a curva)
  • Estrada com buracos/pedras – problemas graves (Mais buracos/pedras, mais grave o problema)
  • Rotunda – quando se tem de tomar decisões importantes
  • Estrada sem saída – quando se repensa uma decisão tomada

Para exemplificar o tipo de movimentos que poderiam fazer aplicando esta “estrada” ao PowerPoint, criei uma apresentação com a MINHA estrada da vida.

Construí-a sem dificuldade, foi até um exercício mental e introspectivo interessante. Faço questão de vos mostrar algumas partes…

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Depois de visionarem o meu exemplo, começaram a desenhar as respectivas estradas, personalizadas porque ninguém tem uma vida igual à de ninguém, e sempre que me chamavam para verificar algo ou para dar a minha opinião, senti-me… atónita com a quantidade de curvas e contra-curvas e becos sem saída desenhados, de tal forma que a ginástica teve de ser imensa para conseguir desenhar toda a estrada em alguns dos casos.

No final do dia, sinto-me privilegiada por fazer parte de algo, que tenta fazer algo, para mudar estas estradas, de curvas para rectas. E a nossa taxa de sucesso está mais alta do que alguma vez se pensou.

As estradas deles ainda não estão concluídas (não no PowerPoint e muito menos na Vida!) e já testei na minha estrada a inclusão de uma música, que lhes pedi, individualmente, há uns dois meses. Pedi que me indicassem qual seria a música das suas vidas (a que lhes recorde um momento importante, algo triste ou momento de felicidade, algo que ouviram pela primeira vez na companhia de alguém ou em determinada situação, uma música que os transportasse algures,…).

Fiz o mesmo, e a banda sonora da minha Estrada da Vida é a faixa À ton étoile, dos Noir Désir (Obrigada Paco, por mos dares a conhecer, por saberes que eu iria curtir o som, por eu mesma ser “uma estrela” e por te dar a importância suficiente para desta forma te incluir na minha Estrada).

E agora um desafio: porque não desenharem a vossa Estrada da Vida?

terça-feira, 19 de abril de 2011

{to whom it may concern}

Tenho dias em que me sinto aprisionada num qualquer conto de Murakami. Daqueles bem loucos, que ninguém sabe como de lá sair.

Como naqueles sonhos, em que grito sem que a minha voz se projecte e acordo convicta de estar numa outra vida… Mas é só e apenas isso.

E sem qualquer ordem específica:

 

 

 

 

WYSIWYG

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Se aquele olhar fotografasse, a esta hora já tinhas o meu portfolio…

Hoje saí mais cedo do trabalho. Aliás, eu hoje já não tenho trabalho. A nossa ida hoje à reunião, foi apenas um pró-forma e nada mais do que isso. Digamos que foi uma reunião pré-encerramento do Projecto. Do que de lá saiu, mais tarde direi algo.

Em consequência disto, consegui vir almoçar a casa (sort of…) e acabei por passar a tarde na loja, entretida com uma tarefa digna do Tio Patinhas!

Por volta das 19:00, quando se fecharam as portas da loja, decidimos (eu, a C e a E) ir ao café-ex-tasca-da-esquina, comer umas bifanas e umas fresquinhas (sim, que hoje o calor apertou, o meu decote o documentou!).

Com tanto dia da semana…

Com tanto dia do mês…

Com tantos dias no cabrão do ano!, tinha de lá ir no mesmo dia de um ex!!

É preciso ter pontaria.

Entrou, de mãos dadas com a esposa. Sei que me viu, já sei sentir-lhe o olhar cravado em mim.

Foi ao balcão, pediu e dirigiu-se com ela para uma mesa… em frente à minha.

Fez os possíveis e os impossíveis por se sentar de frente para mim, de vez em quando ía espreitando por detrás das costas da E, sentada à minha frente.

Com aquele sexto ou sétimo sentido que me assiste, adivinhava-lhe os movimentos, o olhar, mesmo por detrás da E, e consegui sempre saber como estava, sem sequer olhar para ele. E assim me esquivei a uma seca de 15 minutos, que é o mínimo que ele me “oferece” sempre que me apanha desprevenida.

Em jeito de aparte: quando dei a relação por terminada, foi o maior desgosto da vida dele. Chegou ao ponto de me telefonar na manhã seguinte, bem cedo e esse telefonema culminou no seguinte diálogo:

Ele: - (…) Tenho ali uns comprimidos… Se calhar se é para acabar, acabo já com tudo…

A cabra dentro de mim: – E ligaste-me porquê? Não tens água em casa?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Um post que se impõe antes de tudo o resto

Uma verdade: estou cansada.
Uma verdade absoluta: ando cansadíssima!
Quando chego ao ponto de as colegas me dizerem que estou a descompensar, e eu, olhando para eles, sinto isso mesmo, é porque sim, estou mesmo descompensada.
Já tentei dormir mais cedo. Tentei, é verdade. Mas deito-me, demoro a adormecer e custa-me horrores saltar da cama.
Deitar-me mais tarde, como sempre fiz? Muito mais simples! Quando me enfio nos lençóis adormeço de imediato e acordo ao primeiro som do despertador. Levanto-me mais descansada, por mais estranho que isso pareça.
Mas hoje foi difícil... Tem estado a ser difícil.
Estamos em Abril, a partir de Maio o futuro apresenta-se incerto. Não vou trabalhar com a mesma disposição de antes. Não que não tenha vontade de ir ou de desempenhar as minhas tarefas, mas sim por saber que vamos deixar um vazio em algumas vidas, nas quais tocámos de uma forma positiva.
É como continuar a viver, sabendo em que dia o nosso coração deixa de bater. Isso deixa-me... diferente.
Tem havido conflito de emoções, conflito de opiniões e decisões. Tudo em simultâneo, dentro desta cabeça cansada.
Continuo a ter os meus bons momentos, como sempre os tenho.
A dislexia abandonou-me, o bom humor, sempre sarcástico/matreiro voltou.
Não tenho tido mãos a medir no trabalho, já parei mesmo a pensar que nunca dei tanta formação como agora. Por falar nisso, fez dia 3 deste mês, um ano que lá trabalho. O tempo passou num ápice! Guardo belíssimas recordações do meu primeiro dia de trabalho no Vale.
É estranho, falar do primeiro dia, quando o último dia se aproxima a galopar...

domingo, 28 de março de 2010

Ainda bem que sou louca, leste-me bem??

Ando a aproveitar os meus fins-de-semana para fazer vários tipos de pausas.

Pausas de gente. Pausas tecnológicas. Pausas de agulhas e afins.  Pausas mesmo. Desligar as mãos do cérebro por um pouco.

E tenho a dizer que tem resultado. Sentia que as horas do fim-de-semana me pareciam curtas para tudo o que queria fazer. Agora faço tudo o que quero, sem programar e ainda me dou ao luxo de meditar, coisa que não faço… há anos. Pelo menos desta forma, claro.

Limpei-me, limpei  o ar e deixei-me ir…

Confesso que tinha muitos pensamentos em desordem. Aquela desordem natural que só eu sei imprimir às minhas coisas e pelas quais me tomam por louca. Louca, eu… Tão louca que estou sempre consciente das loucuras dos outros. Mas não foi para falar desses loucos que abri o post, mas sim das minhas arrumações. Embora pareçam exteriores (e de facto andei a arrumar a casinha…) foi cá por dentro que arrumei mais coisas. E o pó e teias de aranha que limpei das minhas recordações? Não têm preço, as boas memórias que fui encontrar. Garrafas, flores, músicas e bonecos, desabafos e lágrimas, conselhos e faces ruborizadas em vezes sem conta!

Que bom que sou louca!

E chego a esta hora, ainda há luz natural lá fora e sinto-me cheia de uma estranha energia para amanhã voltar de novo a enfrentar gente, tecnologia, loucos… E a sensação de que esta energia vai perdurar.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Saudade

Tenho cá na ideia, de que vai ser um longo fim-de-semana.
Saídas ficam fora de questão. Se apanho mais chuva encolho...
Namorar, sinceramente, não me está a apetecer... Ando com o pensamento noutras paragens.
Dormir... Já dormi o suficiente hoje. Logo depois se vê.
Tenho dado comigo a espreitar para lá da janela, não sei se para um ponto ao longe ou se para alguma coisa mesmo ali.
E pensado, pensado muito.
Recordei hoje mais situações do que as que pensava terem acontecido.
Intensas. Não sei como as tinha aqui perdidas, nem sei se na cabeça se no peito.
Sempre vivi relações intensas, sentimentos arrebatadores.
Coloquei um ponto final nisso precisamente há... quando foi?
Tenho passado pelo resto de espíritio livre, solta e sem amarras.
E de repente... não sei o que pensar. Quanto tempo depois?
A garrafa ficou a meio. As pétalas caíram todas. Talvez seja altura de receber outra flor.
Sem dúvida, vai ser um longo fim-de-semana...




A música? Apenas porque gosto, ou apenas porque tenho saudades.
Saudades disto, daquilo e de ti...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

domingo, 27 de setembro de 2009

Vou ali, já volto!

Não tinha planeado com antecedência, mas estou a caminho. Neste preciso momento, até.

E enquanto, decerto, vou pensando nas vezes que fiz este trajecto, e no quanto foi prazenteiro fazê-lo (por vários motivos, entre os quais rever velhos amigos do #sexologia), sei que vou sorrir e vou perder alguma lágrima pelo caminho. Umas de saudade, outras de arrependimento. Não vale a pena remexer.

Mas… Não poderia deixar em branco tão nobre dia que me fez amanhecer antes das galinhas da cidade e tomar todos os transportes, excepto avião e submarino!

Assim sendo, optei por esta… obra de arte! Espero que a apreciem como eu.

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:D bye!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Já fumega! (de onde conheço isto?)

Ontem, a hora de fazer o jantar, foi um pouco atrapalhada, como sempre que estamos ambas na cozinha. Entre a minha “hábil” pilotagem do fogão e o facto de tantos anos depois ela ainda não saber onde guardo o quê, as coisas demoram, e nem sempre o que está ao lume, tem tempo de esperar.

Os hambúrgueres estavam prontos, já de lado com a cebola frita, eu a sacar as batatas fritas com a escumadeira e espreitei que os ovos já tinham passado do ponto. “Dá-me outra escumadeira.” Apago o lume dos ovos e desvio a frigideira para o lado e continuo a sacar as batatas enquanto esperei pela escumadeira. Larguei as batatas um pouco, a prioridade eram os ovos, e começo a po-los nos pratos. Acabei de pôr todas as batatas no papel absorvente, ponho-lhes sal e finalmente: mesa!

Entre garfadas e TV, começo a pensar que devo estar extremamente cansada, ensonada, pois é a única coisa que me ocorre quando começo a ver tudo turvo. Mas… olhei para cima e vi… uma nuvem de fumo branca! Volto-me para trás e… não desliguei o bico do óleo! Toda a frigideira fumegava! Sem grandes coisas, apaguei o lume e minutos depois espetei com a frigideira no quintal. O fumo entretanto baixou, e jantar na cozinha tornou-se impraticável, pelo que pegámos nos pratos e abancámos no quintal!

Mas este episódio fez-me lembrar de outro, de contornos parecidos.

Passou-se há uns 10 ou 11 anos. Aniversário da C. Não tínhamos planeado nada, mas surgiu a ideia de irmos buscar o M. a casa (já não vivíamos juntos nessa altura) e irmos os três jantar algures e arranjar qualquer merda para fazer.

Quando chegámos à rua dele, vimos fumo a sair de uma das janelas e mais adiante vimos que a janela era dele. Paramos o carro, chamamos por ele. Assoma à janela, envolto na fumarada que o deixava parecido a D. Sebastião surgindo do nevoeiro, desmancha-se a rir para nós e pergunta: “Então? Tudo bem?”.

“M., que aconteceu?” - “Nada de especial… Deitei fogo à casa. Querem subir, tomar um copo de leite ou assim?”

Bom, pensámos que ele tinha estado numa das suas invenções doidas e que a coisa tinha dado para o torto, mas tinha sido pior… Quando entrámos em casa foi indescritível. As paredes brancas estavam negras, os cortinados idem, a cozinha meio derretida e os canários… kaput! Morreram os dois.

“M… Que aconteceu aqui???”

“Esqueci-me do óleo ao lume…”

“Mas adormeceste ou quê?”

“Nem por isso” (risos…)

Acabámos por pegar nele (depois de ter tomado banho e vestir algo que não cheirasse a fogueira!) e fomos jantar. Depois do jantar, a festa!! Passámos por um hipermercado, ela lá foi comprar tintas, trinchas e rolos, detergente para a roupa e mantimentos para a noite. Sim… A festa foi na casa do M.! E foi de arromba!

Nunca limpei tanta fuligem na vida! Toda a casa estava negra! Lavei tudo quanto eram cortinados e colchas de cama. Aquele estendal foi sempre a dar-lhe all night long. Enquanto as máquinas faziam, pintavam-se paredes, limpavam-se armários, lavavam-se janelas, fazia-se enterro de canários.

Eram 7 da manhã estava eu a pendurar os cortinados da sala, já completamente grogue do cheiro das tintas e afins (cof cof). Parámos, mortos de sede e fome, e atacámos o “farnel”.

“Epah, vocês são minhas amigas, estão aqui a ajudar-me em vez de irem à vossa vida, e eu tenho de vos contar a verdade…”

“Que não adormeceste já eu sei…”

“A S.(vizinha do r/c) tocou à campainha, fui lá abaixo ter com ela, ela disse que não era para demorar, por isso nem apaguei o lume. Só que cheguei lá abaixo e as coisas aqueceram… Foi mesmo ali no vão de escada…”

Foi assim, que passei uma noite em claro, com duas pessoas (o meu primeiro ménage à trois!), estoirada até não conseguir juntar duas sílabas. Por uma queca num vão de escada, que nem sequer me envolveu a mim!

(É caso para dizer que fui fucked e nem gozei…)

Lindo, lindo, foi a cara da mãe dele, quando chegou perto do meio dia… Estava tão lixada com ele que me perguntou se não o trazia para minha casa morar comigo.

“Não, São… Morei com ele ano e meio. Agora curei-me!”

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Apenas um carinho...

Existem dias em que nos vestimos de coragem e outros em que nos despem de Humanidade. Hoje o dia amanheceu sereno, terminou triste. E hoje, hoje precisava apenas de um carinho...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O 2º andar daquele prédio…

Avancei, sem medos, mas com receio. O nó no estômago acompanhou-me até Lisboa. Apenas desapareceu quando entrei no 781.

Aquela coisa é bem para lá do Cu de Judas, nunca tinha ido para aquelas bandas, confesso. Ao mesmo tempo, houve algo todo o caminho que me pareceu familiar…

O dito edifício foi fácil de encontrar, pior mesmo foi a entrada. Todo o prédio tem oficinas de automóveis à volta, a entrada principal ela própria parece a entrada de uma oficina, os assobios começaram por um terminaram em sinfonia… Sim, Marie… Venho com o ego nos píncaros. Sabe bem, no fundo. Bem… mas o aspecto do prédio era mesmo de fugir. Mas eu não viro as costas…

Quando me preparo para tocar à campainha, vinha um sujeito a sair que me pergunta se vou subir e para onde. Lá lhe expliquei e ele responde que estavam lá umas meninas (!) sentadas, e acrescentou que era no 2º andar.

Comecei a subir as escadas, quando dei por mim estava em frente de uma placa que dizia 3º andar. “Estou mesmo distraída…”. Volto para baixo… a porta por onde entrei! “Mas que raio!”

Torno a subir, de sentidos bem despertos, e mal termino o primeiro lanço de escadas, dou de caras com a placa do… 2º andar. É assim… aquilo para mim, é um 1º andar, mas ok.


As tais “meninas”, aparentemente eram as “recepcionistas” da empresa onde fui e de uma outra e estavam na sala de espera comum, em alegre cavaqueira. Disse ao que ia, pediu-me para aguardar, e passeei um pouco pela sala. Digo-vos… Aquele sofá e as poltronas (“lindos” e coçados, como podem comprovar) cheiravam tanto, mas tanto!, a cão molhado que não vos passa pela cabeça!


Felizmente não tive de ficar ali muito tempo, apesar de ter conseguido chegar quase uma hora mais cedo do que o previsto, fui de imediato chamada. A “recepcionista” conduziu-me a uma sala, aí com uns… 4 x 2 metros. Porta e paredes de vidros fumados na parte de cima, ripado de madeira em baixo, em três dos lados, do outro uma parede. Uma mesa comprida ao centro, seis cadeiras daquelas que fazem doer o “béfe”, uma ventoinha de mesa no chão e mais nada! Lembrei-me das salas de interrogatório! Não que já tenha estado em alguma… (cof cof).

Senti-me de tal forma enfiada numa situação caricata, que não conseguia parar aquela vontade incontrolável de rir. De repente, entra o entrevistador. Muito cordial, muito simpático e correcto.

Muito bla bla bla de início, lá apresentou a empresa, pegou no meu CV e começou a perguntar…, a sondar…, e a páginas tantas, entendi o porquê de tanta insistência em ter-me como colaboradora (há mais de um mês que me ligava, enviava emails, sms a tentar marcar uma entrevista). “Então trabalhava na FXXI. Há uns anos entrámos em negociações com eles para… Fiquei com boa impressão.” Se tu soubesses… lol

Mais questões, os manuais que desenvolvi, a prática com captura de vídeo, isto, aquilo e aqueloutro. A páginas tantas, sob o pretexto de ter uma ideia da minha forma de escrita, pediu-me que desenvolvesse dois textos.

Foi quando saiu da sala, e me deixou sozinha, entre aquelas quatro paredes mais parecidas com uma cela, com duas folhas A4 e uma esferográfica. Em 20 minutos “criei” a estrutura de um curso de Word básico e descrevi a utilidade dos Estilos no Word. Quando voltou, guardou-os juntamente com o meu CV.

Saí de lá há hora a que devia ter chegado. Acompanhou-me até ao elevador, e depois de ter carregado no botão diz-me que o elevador está avariado. Dirijo-me às escadas e diz-me: “A saída é no 2º andar.” Ó porra! Decidam-se! Ou o prédio só tem 2ºs andares??

Percurso inverso, sem sobressaltos. Pelo caminho percorri uma espécie de Memory Lane

Xabregas… Sabias, Sopinha?, que prestei provas na Cenjor? E que depois de ser aprovada na prova de Cultura Geral e numa outra que não me recordo o que era, chumbei na prova de… Português!?

Aquela rotunda mais adiante… Ui! O desassossego que passei naquela rotunda. Só me conseguia lembrar de que o P ia enfaixando o carro por ali acima, quando o B começou a desfiar o meu novelo…

Mais adiante, a Casa dos Bicos, que me faz lembrar… esqueçam!

Em chegando ao Cais do Sodré, precisei mesmo de ir ao WC. E foi exactamente assim, sem tirar nem pôr.

No final de tudo isto, o lugar é MEU, o que significa que arranjei um part-time à maneira para complementar o meu outro part-time. E este é bem fixe, bem livre de horários.

E aqui agradeço, as “dicas” do Anjo. Funcionaram na perfeição! :D

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Nunca foi segredo. O resto continua a ser...

Desde 6 de Março que andava com um post atravessado, guardado nos rascunhos.
Várias vezes o abri para o terminar. Sem sucesso...
Escrevi por aqui mais tarde, que se o tornasse a abrir sem conseguir terminar e publicar, o apagaria de vez.
Pois foi hoje...

Rezava assim:


Não é grande segredo que toda a vida fugi do casamento...
Assim que me lembre recusei dois pedidos. Dizem que sou alérgica. Não sei bem...



O resto do post, fica perdido no tempo.

Capítulo encerrado e não vou pensar mais nisso.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Why worry

Ontem ao final da noite, que para mim é pelas 3 ou 4 da manhã, mudei de cd, apetecia-me outro som, outras paragens. Percorri os cds sem grande entusiasmo, optei por agarrar um qualquer.

Só me deitei depois de o ouvir todo. Tenho noção de ter estado aqui meia compenetrada na tarefa que estava a levar a cabo, meio absorta pelos ares para onde o álbum me fez voar.

A certa altura fui interrompida pelo piscar laranja no meu ecrã, “estás muito nostálgica hoje…”. Não estava, mas fiquei. Estava a voar mais que longe…

Dire Straits. Verão de ‘88. Melides. Um pinhal. Uma tenda. Alguém comigo.

Nessa tarde houve limites e houve uma vontade respeitada.

Lembro-me em particular desta faixa, de que gosto imenso, e que me lembra de que por vezes, no meio de tantos iguais, nos deparamos com alguns excepcionais. E o L. foi um deles.

Voltei aqui porque me lembrei de algo curioso... Ele tinha uma meia lua e um sol tatuados no braço esquerdo...

terça-feira, 30 de junho de 2009

As sms

Em jeito de continuação do post anterior, e em conversa com a Maçã, e após ter enviado sms para o número do qual me enviaram a dita mensagem, lembrei-me de um episódio que se passou comigo há uns anos atrás.
Todos os dias ía a pé para o trabalho, eram cerca de 5 minutos a pé, e salvo raras excepções, fazia sempre o mesmo percurso.
Certo dia, comecei a receber sms um tanto estranhas...
Não me recordo do correcto desenrolar da coisa, mas sei que das primeiras vezes ignorei, até que a curiosidade gritou mais alto e lá se foi desenrolando uma espécie de diálogo via sms.
As sms eram sempre de teor erótico e algumas vezes a roçar o porno (parece que atraio loucos!) e confesso que já me estava a despertar mais do que a curiosidade com tantos "fazia-te" e "acontecia-te" e sei lá mais o quê.
Tentei ligar, as chamadas eram sempre rejeitadas. Começou a enviar sms de outros números, dizendo sempre para que eu respondesse para o primeiro número.
Uma mulher curiosa é pior que um cão com pulgas... e eu já me coçava toda por tanto querer saber quem ela era. Sim, porque dizia ser uma "ela" se bem que nestas coisas se deve ficar sempre de pé atrás.
Isto durou meses...
Aconteceu chegar ao ponto de me aborrecer e não responder a qualquer sms, ao que "ela" bombardeava com mais sms ainda: "Já não queres saber de mim porquê?", "Já não queres saber quem sou?", "Estás a ser má!", "Não me queres?", etc.
Mas nestas coisas, tanto se vira a cara que... se cede!
Recomecei a responder, e o "assustador" da coisa foi a manhã em que recebi a sms "Ficas bem de saia. Não sei porque não usas mais vezes...".
"Assustador" porque é raro usar saia, e naquele dia usava uma! Logo: eu passava por esse alguém!
Comecei a espreitar por cima do ombro, lógico. Desconfiava de todos e de ninguém. Até na C pensei! Porque no fundo, a partir do momento em que chegava a casa, as sms paravam.
Até ao dia em que finalmente se dispôs a um encontro face-to-face.
Se por um lado estava com certo receio, a curiosidade sobrepunha-se. Foi por esse motivo que marquei num café que conhecia bem e que sabia que teria por lá pessoal de apoio em caso de necessidade.
Chegou o dia e (azar dos azares!), um problema de família arrastou-me para fora da cidade por tempo indeterminado. Sem querer enviar sms a desmarcar, sob pena de achar que eu não teria coragem de aparecer, liguei a uma amiga que lá estaria, expliquei em traços largos o que se passava e disse que perto da hora do encontro iria enviar sms à tal pessoa e ela que macacásse quem era.
Cena combinada, chegou a hora do encontro, envio sms a dizer que estava um pouco atrasada.
Claro que o atraso se arrastou por 2 horas. Se bem me lembro foi esse o tempo que lá aguentou.
Enviou-me um carradão de sms a chamar-me de tudo e mais alguma coisa e desde esse dia fez-se silêncio no meu telemóvel.
Mais tarde, ao final da noite, liga-me a minha amiga: "Onde foste desencantar aquela gaja toda grossa, pah? Corpete preto... Saia justa de racha enorme de lado... perna boa, mamas no sítio..."
humm...
Depois da descrição feita, não cheguei a conclusão nenhuma acerca de quem ela seria, mas vinha vestida para matar e suficientemente prática para se dispensar um quarto.
Não comeu... Temos pena!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

CC

Tenho dado comigo no último mês, mês e meio, a pensar no CC.
Apesar de não o ter esquecido, não é hábito pensar nele, mas tenho formas de o manter por perto, mesmo que inconscientemente.
Num dos meus regressos a casa, vinha a escrever algo e de repente lá estava ele. Misturei-o com o que estava a escrever.
Hoje enviaram-me o vídeo abaixo, e não pude deixar de sorrir e pensar que ele ensinaria todos aqueles passos a um filho.

Acho que chegámos a falar disso, tentou mesmo ensinar-mos a mim. Sem sucesso, diga-se...

Sempre achei que seria difícil falar dele, mas a esta distância, 22 anos, já não dói. Deixa saudade, sim. Eu tinha 16, ele não me recordo ao certo, mas mais uns 4 que eu. Tínhamos planos e "O plano".

Foi uma daquelas relações "proibidas", debaixo do pano, por portas e travessas e becos escuros, tudo coisas que apenas ajudaram a apimentar tudo. A desculpa de procurar o meu irmão, porque sabia que seria eu a abrir a porta, a minha interminável busca de qualquer coisa (demasiado) específica porque sabia que ele estaria na loja do pai... Tudo servia de desculpa para cinco, dez ou sessenta minutos, o tempo que nos fosse possível passar juntos. Várias vezes me refugiei com ele no sotão onde ensaiavam, ficava a ouvi-lo tocar para mim, falávamos do futuro e acreditem se quiserem, era quase um amor platónico!

Até ao dia em que me despedi dele, frente a um triste esquife, para o qual foi empurrado por uma seringa cheia de nada, empunhada por uma mão que não a sua, mão essa que mais tarde me ameaçou a mim. Não foi fácil passar por isto, quando praticamente ninguém sabia da relação. Não foi fácil habituar-me à ausência dele. Pareceu-me fácil tentar ir com ele, as duas tentativas mostraram ser difícil.

Hoje resta a saudade, a memória do seu rosto e a incapacidade de dizer "amo-te".

Uno ou Duo?


Não consegui mais viver se ele (elas) e busquei-o (as) no fundo da minha mente, resgatando-o(as) das profundezas do meu esquecimento.


Aí está (estão) ele (elas) de novo, para que me sirva(m) de picota em qualquer castigo que há-de vir.
Espero que seja(m) eficiente(s) o suficiente...
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